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Uva Niágara é de mesa, mas também serve para fazer vinho

 

Cada uva tem suas particularidades. Existem as de mesa e as de vinho, entre as quais ainda há características diferentes inclusive quando são do mesmo gênero. Parece complicado? Mas não é. E a Uva Niágara, tema de hoje, vai ajudar você a entender um pouco melhor tudo isso.

A Uva Niágara (rosada e branca) é, digamos, prima da tradicional uva de vinho, e pertence ao gênero Vittis Labrusca L. Uma variedade como a Uva Niágara é considerada menos requintada. Geralmente, serve apenas para vinhos baratos, além de ser bastante popular enquanto alimento ou no preparo de sucos e geleias. No entanto, possui melhor resistência às variações de clima e às pragas.

É chamada também de uva rosada. E foi descoberta ao acaso em 1933 por um agricultor no meio de uma plantação de Niágara branca nos vinhedos de Louveira, no interior de São Paulo. Espalhou-se pelo estado e foi conquistando público com sua polpa mole e doce, sendo atualmente o tipo mais consumido no Brasil.

A uva em geral é um alimento funcional que fornece: energia (carboidratos), vitamina C, vitaminas do Complexo B, cálcio, ferro e potássio. A fruta ainda possui ação antioxidante, ajuda a combater os efeitos dos radicais livres e é anticancerígena.

Um detalhe importante é que a casca de algumas uvas traz um componente chamado resveratrol, que tem poder cardioprotetor. Ou seja, a substância auxilia no controle do colesterol e na redução da formação de coágulos no sangue, favorecendo a prevenção da trombose.

E o que a Uva Niágara tem a ver com tudo isso? Ela faz parte do grupo das rosadas, isto é, das que contêm resveratrol na casca.

 

Mais sobre uvas de mesa e de vinho

 

A Uva Niágara – branca ou rosada – é do time das uvas rústicas de mesa, que também inclui a Isabel e a Concord.

Não que seja “proibido” fabricar vinhos com uvas de mesa. Porém, esses produtos não trazem a mesma qualidade das bebidas obtidas a partir de frutos específicos para isso. Os motivos são vários…

Para começar, existem diferenças genéticas entre uvas para vinho e uvas de mesa. Fora isso, o modo como as videiras são tratadas também muda, inclusive no que diz respeito à exposição dos cachos ao sol, pois tal medida aumenta o teor de açúcar da fruta.

Como as uvas de mesa são cultivadas para serem mais atraentes para o consumidor, o sistema de condução delas tende a proporcionar sombra aos cachos. A exposição aos raios solares pode provocar manchas na casca, prejudicando a aparência.

E não é só isso! A colheita é diferenciada, sendo que as uvas de vinho normalmente são colhidas de forma mecanizada. A exceção fica por conta das propriedades familiares. Neste contexto, as uvas de mesa, como a Niágara, e as de vinho recebem o mesmo cuidado, minimizando os danos que alteram a qualidade de armazenamento e venda da fruta.

No quesito sabor, as uvas de vinho, que são pequenas e contam com casca muito grossa, apresentam gosto peculiar. Uma das razões é, justamente, a presença das propriedades funcionais, como o resveratrol, sobre o qual falei antes. Não custa nada lembrar que, quando consumido corretamente, este elemento traz diversos benefícios à saúde.

A Uva Niágara pode ser utilizada para fazer vinho em casa. Basta ser sadia e madura, mesmo que originalmente seja uva de mesa, e muito consumida no país. Quem garante é o pessoal que entende bem de uva, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa.

Segundo os técnicos da instituição, a Uva Niágara rende cerca de 70% a 75% de vinho. Portanto, em tese, seriam necessários 15 quilos de uva para extrair 10 litros de vinho.

E por falar em vinho caseiro, você já ouviu falar da WinePod? É uma máquina de fazer vinho em casa, inventada por um empreendedor norte-americano. É só clicar no link aí para conferir o post sobre o assunto. Dá uma olhada!

Até a próxima!

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