Uva Molinara é a base de muitos vinhos famosos; saiba mais

Ad Blocker Detectado

Our website is made possible by displaying online advertisements to our visitors. Please consider supporting us by disabling your ad blocker.

A Uva Molinara é nativa da Itália. Além de ser utilizada no corte de vinhos como Valpolicella e Bardolino, aparece também em outros cortes do Vêneto. Vem comigo que eu conto mais sobre a Molinara!

Aliás, os primeiros indícios da existência dela são do começo do século XIX, oriundos da província de Verona, na região do Vêneto.

Vale a pena destacar que o Vêneto tem uma ligação mais próxima com o Brasil do que qualquer outra localidade italiana. Dos imigrantes que ocuparam a Serra Gaúcha e ajudaram a colocar nosso país no roteiro dos vinhos, grande parte veio de lá.

A Uva Molinara é chamada também de Salata, Rossara, Mulinari, Rossanella, Scavolegno, Brepon Molinaro e Vespone.

Outra curiosidade: é uma cepa que possui um aspecto marcante, uma camada fina e branca que cobre seus bagos nos vinhedos. A impressão é que eles foram salpicados com farinha, como se estivessem em um moinho. Tudo indica que vem dessa característica o nome a fruta, pois Molinara quer dizer moinho ou moleiro.

 

Outras características da Uva Molinara

 

A Molinara é uma uva floral, frutada e com caráter mineral; produz vinhos claros, sem muito corpo, e com aromas delicados de especiarias, amora, tabaco, pimenta preta e cereja. Raramente a Uva Molinara é encontrada em vinhos varietais.

Seus cachos têm tamanho médio e forma de pirâmide alongada. Quanto à cor da uva, existe uma discussão a respeito. Uns dizem que ela é roxa; outros, azul. Uma coisa sobre a qual os especialistas são unânimes é a qualidade dela.

Corvina e Rondinella ganham acidez e frescor com a Uva Molinara. Unida à Merlot, ela ainda produz elegantes e suaves rosês.

Molinara, Corvina e Rondinella são denominadas as uvas do Vêneto. Cada uma tem qualidades incríveis separadamente, mas, juntas, formam uma combinação perfeita.

A Corvina dá um toque frutado aos vinhos, e é repleta de variedades vermelhas, em especial a cereja. Já a Molinara é a mais ácida das três, conferindo mais frescor e, também, notas de especiarias como o cravo-da-índia.

A Rondinella, por sua vez, é responsável pela estrutura com taninos macios, porém, marcantes. As características da cepa são completadas por pimentas, das mais suaves às mais fortes.

Existem vários vinhos de entrada que misturam as três uvas, mas o auge é quando o terroir de origem é Valpolicella. Se o rótulo da bebida traz somente o nome da denominação (Valpolicella), o vinho está na chamada base da pirâmide.

Assim, ele é jovem, refrescante e leve. E mais: quase não apresenta taninos. O que leva à comparação com a uva francesa Gamay e os vinhos de Beaujolais. Se você prefere um leve ou de médio corpo e faz questão de saborear algo mais complexo, a dica é Valpolicella.

 

 

Procurando um bom exemplar da combinação da Uva Molinara com Rondinella e Corvina? Vá de “Campofiorin Rosso del Veronese 2011”, vinho tinto da prestigiada vinícola italiana Masi.

A bebida é perfeita para acompanhar queijos, carnes, massas ou risotos. Ela recebeu nada menos que 91 pontos do crítico e enólogo Robert Parker, que classificou o vinho como “uma das melhores compras da Itália”. Fica a dica para você aproveitar um vinho que é considerado hoje um dos mais emblemáticos da região!

Em tempo: segundo o Guia Larousse de Vinhos, “Terroir é uma palavra francesa sem tradução em nenhum outro idioma. Significa a relação mais íntima entre o solo e o microclima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o porquê”.

Beba com moderação. Se beber, não dirija.

Até o próximo post!

Leave a Reply