Uva Cabernet Franc: “Mãe” da Sauvignon é mais leve e fresca

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A Argentina produz vários vinhos Cabernet Franc que podem figurar entre os melhores do mundo. Mas sabia que esta uva já foi cultivada com destaque no Brasil até a década de 1980? Descubra muito mais sobre ela no post de hoje!

A Uva Cabernet Franc é uma casta de aromas intensos e boa estrutura. É uma parente (para muitos, é a mãe) da Cabernet Sauvignon, e uma das mais antigas cepas de Bordeaux, onde compõe blends. É destaque ainda no Vale do Loire, devido seus varietais.

Mesmo não tendo tanto glamour quanto a Cabernet Sauvignon, é possível afirmar que a Franc é a original. Foi do cruzamento dela com a Sauvignon Blanc que surgiu a famosa Cabernet Sauvignon.

O cultivo da Cabernet Franc tem mais peso na Itália, Friulli-Venezia Giulia e Toscana. A uva é conhecida também por Mencía (Galícia), Bouchet (St-Émilion) e Breton (Loire).

É uma casta leve e macia que apresenta aroma de frutas vermelhas e especiarias. Uma variedade tinta muito importante para vinicultura mundial, sendo utilizada principalmente para complementar outras uvas (cortes) ou sozinha (varietal) na produção de vinhos.

No caso do varietal, o vinho não traz uma cor muito profunda; é de corpo leve ou médio, mas apresenta textura macia e bom frescor.

Características e harmonização do vinho Cabernet Franc

 

 

Diz-se que a bebida à base de Cabernet Franc é ideal para saborear no outono, isto é, na troca de estações. O motivo: ele possui aromas frescos e notas leves, assim como esse período do ano. Não é à toa que especialistas descrevem esse vinho como elegante e charmoso.

É justamente por ser muito aromática e fresca que a Uva Cabernet Franc é usada pelos produtores de Bordeaux misturada com Sauvignon no corte bordalês. O resultado é uma bebida mais macia, além de marcante no aroma e frescor.

Já a característica de sabor frutado com pitada de especiaria faz da Cabernet Franc uma excelente opção em cortes com outras uvas, para proporcionar gosto e textura ao vinho.

O pronunciado aroma de frutas negras, como framboesas e groselha, e os toques de vegetais e pimenta do vinho Cabernet Franc combinam bem com carnes vermelhas grelhadas e vegetais.

Na comparação do vinho Cabernet Sauvignon com o Franc, por exemplo, a semelhança é grande, mas o segundo é menos encorpado, menos denso. Seu tom é vermelho mais claro e o sabor, mais delicado. Alguns críticos definem o Cabernet Franc como o “lado feminino do Cabernet Sauvignon”.

Entretanto, o fato de o Sauvignon ter mais corpo, taninos, álcool e cor não significa que ele é melhor. São bebidas diferentes, apenas isso.

 

Mais história sobre a Uva Cabernet Franc

 

A relevância da Cabernet Franc no Bordeaux e no Loire vem ganhando novos contornos. Pesquisas genéticas recentes demonstram que a origem dela, na verdade, é o País Basco. E que ela teria relações com as uvas Morenoa e Hondarribi Beltza, além de ter ultrapassado os limites espanhóis rumo à França pelas mãos de padres Roncesvalles.

A Estação Agronômica de Porto Alegre introduziu a Uva Cabernet Franc no Rio Grande do Sul por volta de 1900. Em 1920, ela já era cultivada comercialmente pelos Irmãos Maristas no município de Garibaldi.

Entre 1970 e 1980, era a variedade de Vitis Vinifera mais plantada no estado, quando ganhou status de base para os vinhos finos tintos brasileiros fabricados nesse período.

Nosso território é, sem dúvidas, bom para receber essa cepa, embora muitos de seus vinhedos tenham sido trocados por outras castas.

Relegada a segundo plano e aos poucos trocada pela Merlot e Cabernet Sauvignon, a Uva Cabernet Franc até pouco tempo atrás chegou a ser comercializada pelo valor da uva comum.

Contudo, o cenário atual parece promissor. Existem novas vinhas produzindo bem a Cabernet Franc em terras brasileiras. Inclusive, contamos atualmente com bons rótulos dessa variedade. Eles são feitos em localidades gaúchas como Flores da Cunha, Vale dos Vinhedos, Campanha Gaúcha e, especialmente, em Pinto Bandeira.

Boa notícia, concorda?

Ah! Não custa lembrar: beba com moderação, e se beber, não dirija.

Até a próxima!

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