História da cerveja: principais fatos e curiosidades

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História da cerveja

Quando você vai comprar uma cerveja, tem a chance de escolher entre uma ampla variedade de tipos, sabores, aromas, teor alcoólico e estilos de produção, essa variedade, porém, nem sempre fez parte da vida do cervejeiro. A produção da cerveja foi aprimorada e alterada com o passar do tempo, e influenciada por diversos fatores externos. Apesar disso, a popularidade da bebida foi sempre muito grande.

A história da cerveja é muito antiga, e os primeiros registros que temos da bebida é de mais de 6 mil anos atrás, em uma civilização Suméria. Vamos conhecer um pouco melhor essa história.

Descobrindo a cerveja

Não existem registros de como o processo de produção da cerveja foi descoberto, ou quem foi o cervejeiro pioneiro. Apesar disso, especula-se que o descobrimento da cerveja aconteceu por acidente. Historiadores discutem que é possível que um pedaço de pão, ou até mesmo algum cereal, fora molhado e ficou ao ar livre, onde acabou passando pelo processo de fermentação. Como as civilizações da época buscavam desperdiçar o mínimo de comida possível, mesmo se estivesse estragada, alguém provou o resultado da fermentação e, então, descobriu-se a cerveja.

A bebida se popularizou porque fazia os sumérios se sentirem “abençoados”, sensação que, atualmente, nós descrevemos apenas como “bêbados”. Apesar disso, os povos antigos ainda não dominavam o processo de produção da bebida e, por isso, ela não era propriamente filtrada. Isso fazia com que, na época, a cerveja fosse tomada através de um canudo.

A cerveja e as civilizações antigas

Apesar da bebida bastante amarga na época, a cerveja se popularizou bastante pelos diferentes povos da região. Ela se tornou uma bebida bastante popular entre os egípcios, embora os gregos e romanos tenham preferido o vinho, fazendo com que a cerveja se tornasse a bebida dos bárbaros. Algum tempo depois, a Igreja Católica teve a sua influência na produção de cerveja.

A cerveja e a Igreja Católica

Assim como os Sumérios, os povos que vieram depois deles também sentiam-se “abençoados” ao tomar cerveja. Por isso, acreditava-se que a cerveja era um líquido divino, o que fez vários mosteiros produzirem cerveja, garantindo um bom lucro para a Igreja Católica. Com os recursos disponíveis para a igreja, os católicos acabaram aprimorando bastante o processo de produção da cerveja durante esse tempo. Se você está se perguntando, não foi até o final do séculos XIX que a cerveja parou de ser vista como uma bebida divina. Isso aconteceu devido ao alto nível de alcoolismo da população da época.

A popularização da cerveja na Idade Média

A popularidade da cerveja durante essa época, apesar do que você pode pensar, não era porque ela fazia as pessoas se sentirem “abençoadas”. O que acontecia é que a água dessas civilizações ainda era muito suja, e carregava bactérias e doenças para aqueles que a bebiam. A cerveja, por outro lado, continha álcool em sua receita, além de ser “cozida” durante a sua produção, o que a tornava uma bebida muito mais limpa e segura do que a água. Durante a Idade Média, a cerveja era bebida diariamente por cidadãos de todas as classes sociais e, também, de todas as idades.

Aprimorando a produção

Foi na Alemanha que passou-se a utilizar o lúpulo na receita da bebida. E então, os cervejeiros alemães decidiram criar algumas normas para a produção da cerveja, criando, em 1516, a Lei da Pureza da Cerveja. Essa lei buscava garantir a qualidade da cerveja alemã, estabelecendo os ingredientes básicos para produzi-la: água, lúpulo, e malte de cevada e trigo fermentados.

No século XIX, Louis Pasteur descobrir a função das leveduras na fermentação, criando o processo de pasteurização. Com o passar do tempo e com o advento da Revolução Industrial, o engarrafamento, refrigeração e distribuição da cerveja foram aprimorados, facilitando a popularização ainda maior da bebida no mundo todo.

A Lei Seca

No final do século XIX, os Estados Unidos contavam mais de 3 mil cervejarias em todo país, mas, devido ao alto nível de alcoolismo no país, a Lei Seca foi estabelecida, o que colocou em risco a popularidade da bebida. Devido à criação da lei, assim como ações do governo para combater o alcoolismo e a máfia, o número de cervejarias despencou no país e, quando a Lei Seca fora suspendida, não mais do que 160 cervejarias ainda estavam funcionando.

Atualmente

Depois dessa longa história, as cervejarias atuais, assim como os cervejeiros (seja profissionais, ou apenas os que fazem cerveja em casa), têm se aproximado cada vez mais da produção artesanal da cerveja. Voltando para as raízes da sua produção, e abandonando os métodos industriais da bebida e valorizando a sua qualidade.

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