Drinks moleculares: entenda como são feitos

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Drinks moleculares

Sabe aquela frase “bebo porque é líquido, se fosse sólido comia”? Então, e se eu te dissesse que isso pode ser realidade? E não pense que estamos falando de bolo de cerveja, brigadeiro de vinho ou qualquer receita de doce que leva uma bebida alcoólica como ingrediente.

Estamos nos referindo aos drinks moleculares, uma ideia que vai revolucionar tudo que você já conhece sobre álcool. Além de dar um ar mais futurista e tecnológico para as bebidas, os drinks moleculares criam novas sensações para experimentar bebidas que você já conhece. Não está entendendo nada? Pode ficar tranquilo, a seguir, vamos explicar tudo o que você quer saber sobre os drinks moleculares.

O que são os drinks moleculares?

Imagine que a mixologia é a ciência dos drinks. Agora, e se alguém que realmente entende de ciência fosse brincar com a mixologia? É basicamente isso que acontece com os drinks moleculares: quando utilizamos técnicas e conhecimento da física e da química para preparar diferentes tipos de coquetéis. E quando dizemos diferentes, queremos dizer diferentes mesmo!

Já pensou em comer um mojito? Ou consumir uma bolha de piña colada? Os drinks moleculares se tratam simplesmente de novas texturas que possibilitam uma maneira inovadora de consumir drinks que já conhecemos, assim, criando uma experiência sensorial única, transformando a maneira como você consome coquetéis.

Como os drinks moleculares são feitos?

Se você quer brincar de cientista maluco e ficou afim de saber mais sobre os drinks moleculares pode se preparar, pois a química presente nas receitas sempre acaba afastando algumas pessoas. A primeira coisa a se saber, é que existem três diferentes maneiras em que os drinks moleculares podem ser preparados: em esfera, ar ou neve, cada um deles fazendo referência a um estado físico da matéria. Vamos entender melhor cada um deles abaixo.

Primeira técnica: esfera

A técnica da esfera é, talvez, a que menos diferencia a sua experiência com a bebida. Apesar de muda consideravelmente a sua forma de consumo, a esfera ainda remete ao estado líquido da matéria, mas ao invés de o seu drink estar servido em um copo, como de costume, ele está, como você pode esperar, em uma esfera. Como assim?

Essa técnica envolve a utilização de alginato de sódio e cloreto de cálcio, que geram uma reação química que produz uma película bem fina que irá envolver o líquido. A esfera também pode ser feita em escalas bem menores, que recebem o nome de caviar devido à sua aparência lembrar a desse prato.

Segunda técnica: ar

A segunda técnica é aquela que faz referência ao estado gasoso da matéria, e por isso é, também, aquela na qual a bebida tem o sabor mais leve entre as três. Essa técnica envolve mistura do líquido escolhido com lecitina de soja em pó que resulta em uma textura muito semelhante a uma bolha de sabão.

Terceira técnica: neve

Para finalizar, temos o estado sólido da matéria. A técnica da neve é basicamente o ar congelado, e por isso você precisa de uma colher para consumir o seu drink nesse estado. Os drinks moleculares feitos como neve têm uma textura bastante fina e fácil de quebrar, geralmente compostos por diversos pedacinhos pequenos. Existem algumas versões simples das receitas de drinks moleculares feitos com a técnica da neve que utiliza gelatina, o que facilita o preparo do drink, mas não se compara à receita original.

Conselhos de especialistas

Apesar de dar muita vontade de ir para o laboratório experimentar diferentes receitas, alguns especialistas em drinks moleculares reforçam algumas restrições na preparação desses coquetéis. Esses mixologistas reforçam que não basta sair misturando os drinks e pirar com todas as texturas, afinal, os drinks nem sempre combinam com as texturas que recebem na sua versão molecular e, por isso, é importante ter um pouquinho de experiência para saber o que exatamente você irá servir.

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