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Diferença entre vinho suave, meio seco e seco

Muitas pessoas perguntam qual a diferença entre vinho suave, meio seco e seco. Para quem está começando a aprender sobre este tipo de bebida, a diferença é primordial para entender as diferenças entre sabores e nuances da bebida.

Há, ainda, nomenclaturas distintas que definem a suavidade do vinho, como doce ou demi-sec. Se você quer entender a diferença entre vinho suave, meio seco e seco, confira a explicação que elaboramos para acabar com essa dúvida, que é bastante comum, mas facilmente resolvida:

Qual a diferença entre vinho suave, meio seco e seco?

A diferença entre vinho suave, meio seco e seco está ligada a uma características central: a doçura. Um vinho possui tipos centrais de categorização, como tipo de uva e doçura que definem praticamente todas as suas gamas de características.

Portanto, a diferença está na quantidade de doçura perceptível no vinho, sendo os mais suaves (ou doces) relacionados a vinhos com alto teor de açúcar, e os mais secos aqueles que possuem pouco ou nenhum açúcar perceptível no paladar.

É necessário considerar que o açúcar é convertido, durante o processo de produção do vinho, em álcool e em outras propriedades que dão complexidade à bebida. Um bom vinho é feito a partir de uvas naturalmente doces, que convertem-se durante sua fermentação do suco, que acaba gerando qualidade para o paladar.

Uvas de menor qualidade, no entanto, não contam com a quantidade suficiente de açúcar para converterem-se em uma boa bebida. Por isso, é comum que produtores adicionem açúcar artificialmente, o que costuma ser notado no sabor e na qualidade final do produto.

Vinhos secos

Os vinhos secos são aqueles que, tradicionalmente, possuem quase nenhum doçura perceptível. São aqueles vinhos que, quando tomados, oferecem sua complexidade ao paladar, com aromas e nuances, sem inundar a boca com a percepção do açúcar.

Na legislação geral a respeito da classificação de vinhos, um litro de vinho seco pode conter, no máximo, quatro gramas de açúcar. Em geral, a maior parte dos vinhos mais sofisticados são vinhos secos, quando tratamos dos tintos. Vinhos de outras vertentes e espumantes costumam variar um pouco mais nestas características.

Vinhos meio secos – demi-sec

Se a diferença entre vinho suave, meio seco e seco está na doçura, é razoavelmente lógico imaginar que o meio seco é aquele que está no meio do caminho. Isso não significa que ele seja mais ou menos doce, para o paladar.

A categoria demi-sec é aquela em que o açúcar residual do suco está entre 4g e 25g por litro da bebida. Isso quer dizer que ele pode estar muito muito próximo de uma bebida seca, ou ser excessivamente doce, aproximando de bebidas suaves mais características.

Um bom vinho meio seco costuma ser bastante frutado, lembrando especialmente frutas vermelhas e flores, com poucos tons mais torrados. Essa liberdade de variar pode gerar excelentes bebidas.

Vinhos doces – suaves

Em uma bebida suave, não há como escapar do sabor bastante adocicado vindo do açúcar residual do suco originalmente utilizado. Para que um vinho seja considerado suave, é necessário que tenha 25 gramas por litro da bebida, o que significa que ele será – no mínimo – seis vezes mais doce que um vinho seco.

Açúcar é qualidade?

Uma confusão muito comum é pensar que quanto mais doce um vinho é, melhor ele é. Isso acontece especialmente com quem ainda não teve a oportunidade de fazer degustações um pouco mais cuidadosas, pois o açúcar é algo com o que nosso paladar está acostumado.

Na prática, um vinho ser doce significa apenas que ele possui mais açúcar residual não fermentado de seu suco original. Isso pode gerar bebidas mais frutadas para certas ocasiões específicas, mas não representa, em nenhum sentido, uma melhor qualidade. Muitas vezes, aliás, pensa-se o oposto.

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